quinta-feira, 4 de julho de 2013

o vento

Gosto de roupas no varal em dias de vento, balançando e soltando aquele perfume gostoso de roupa lavada.
Gosto de cortinas sendo erguidas por rajadas de vento.
Gosto de cabelos desarrumados pelo vento.
Gosto de sentir a pele gelar com o vento que corta o rosto no inverno.
Gosto da frescura do vento tocando a pele num dia de sol na praia.
Gosto de ver tempestades chegando e as arvores se dobrando com a impetuosidade do vento.
Gosto dos redemoinhos de pó que o vento faz.
Gosto do vento chacoalhando janelas.
Gosto dos assobios do vento à noite, como vozes esquecidas.
Eu gosto do vento!
Gosto do vento porque ele é como o amor.
Está sempre presente.
De  vez em quando afaga, às vezes derruba, gela assim como refresca...
Tem vontade própria e sopra onde e quando quiser!
Não pode ser dominado e nem detido pelas forças do homem ou da natureza.
Cabe aos homens aceitar que nos afague os cabelos ou nos derrube.

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