Quando teu exquasesogro te faz um convite da amizade no face mas o teu exnamorado não te aceita como amiga...fica aquela sensação de felicidade e fracasso...por que afinal se o teu exquasesogro te convida pra ser amiga, sinal de que vc não é uma pessoa tão ruim assim.
Porém fica aquela tristezinha, a gente namora pessoas na vida, divide parte do nosso tempo com elas, divide sonhos, angustias, cama...e de um dia pro outro elas nem são mais suas "amigas(os)".
É claro que a vida tem que seguir e com certeza hoje estamos com pessoas que nos fazem mais felizes...
Mas um pedaço da nossa história foi dividida com quem passou e teve sim muitos momentos bons...
Não é nostalgia, nem saudades é só isso uma tristezinha por que a gente perde a amizade de gente muito boa...e nem tem culpados nessa história...é só a vida seguindo seu curso...
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Texto do Sakamoto
Texto muito bom do Sakamoto aqui óh http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/
Homens que trabalham no Brasil gastam 9,5 horas semanais com afazeres domésticos, enquanto que as mulheres que trabalham dedicam 22 horas semanais para o mesmo fim. Os dados são do relatório “Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quinta (19). Com isso, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado ser inferior a dos homens (36 contra 43,4 horas, em termos apenas da produção econômica), a jornada média semanal das mulheres alcança 58 horas e ultrapassa em mais de cinco horas a dos homens – 52,9 horas – somando com a jornada doméstica. Ou 20 horas a mais por mês. Ou dez dias por ano.
A análise foi feita com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, que mostra também que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho realizam atividades domésticas. Enquanto isso, entre nós homens, esse número cai para 49,7%.
“Evidencia-se, portanto, que a massiva incorporação das mulheres ao mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas”, diz o relatório.
A violência de gênero não é monopólio de determinada classe social e nível de escolaridade. E não se manifesta apenas através da porrada, mas possui mecanismos mais sutis. Como manté-las trabalhando mais e não reconhecer essa diferença. Pior, subverter o discurso em favor do homem.
Trabalho doméstico não é considerado trabalho, mas sim obrigação, muitas vezes relacionado a um gênero, que tem o dever de cuidar da casa. É sintomático, portanto, que apenas recentemente a Organização Internacional do Trabalho tenha conseguido que os países aprovassem direitos iguais para trabalhadores domésticos em relação ao restante da sociedade.
A questão da jornada tripla (trabalhadora, mãe e esposa) é apenas um elemento para corroborar o fato de que vivemos em uma sociedade com um pé no futuro e outro no passado. A qual todos nós pertencemos e, portanto, somos atores da perpetuação de suas bizarrices. Discutimos muito sobre as mudanças estruturais pelas quais o país tem que passar, citando saúde, educação, transporte, segurança, mas esquecemos dos problemas ligados a quem que sofre com o desrespeito aos seus direitos fundamentais. Que não conhecem classe social, cor ou idade. Como as mulheres que são maioria numérica – e minoria em direitos efetivados.
Mesmo em cargo de chefia, as mulheres têm que provar que são melhores do que os homens. Quando o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner morreu, houve gente que perguntou se Cristina teria capacidade de tocar o governo sem os conselhos dele na cama. Fino.
Temos uma mulher na Presidência. Simbolicamente relevante, politicamente insuficiente, não serve para justificar nenhuma mudança estrutural. São poucas as governadoras, prefeitas, senadoras, deputadas, vereadoras. Mas também CEOs, executivas, gerentes, síndicas de condomínios. Falta criar condições para que elas cheguem lá. Ou alguém acha que isso vai ocorrer por geração espontânea?
A Suprema Corte tem 11 assentos. Só dois deles pertencem a mulheres, infelizmente. Mulheres são maioria nas redações, mas não em cargos de alta chefia – muito menos entre os editorialistas, que redigem a opinião dos veículos de comunicação.
Diante de constatações vergonhosas, colocamos a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc).
É o que eu já disse aqui antes: todos nós, homens, somos sim inimigos até que sejamos devidamente educados para o contrário. E tendo em vista a formação que tivemos, é um longo caminho até alcançarmos um mínimo de decência para com o sexo oposto.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Elas e eu!
Existem muitas mulheres aqui dentro....e muitas
identidades...
Por isso talvez “da incoerência” que me ataca uma vez ou
outra.
Sim, nem sempre faço tudo certo.
Eu ainda me sinto e sei que sou uma grande “metamorfose
ambulante” (obrigada Raul).
De algumas mulheres, que moram aqui dentre deste corpitcho mignon,
eu tenho um medo, medo medonho, por que elas sempre contradizem aquilo que foi
estabelecido como verdade/padrão pela maioria das outras Eu.
Assim é com tudo em minha vida.
A maioria quer um amor pra toda a vida - mas sempre tem uma
que quer viver só o momento!
A maioria quer fazer tudo certinho - mas sempre tem uma que
quer um pouco de loucura!
A maioria quer ser feliz – mas uma gosta da tristeza!
A maioria quer ficar em casa quietinha – mas tem uma que
quer por fogo no mundo!
A maioria quer trabalhar um montão – tem uma que quer ficar
na cama o dia todinho!
A maioria ama de verdade e perdoa com sinceridade – mas tem
uma ou duas que guardam um ódio profundo!
A maioria sofre de consciência pesada quando faz algo errado
– mas tem uma cínica que acha tão bonitinho ser “torta”!
A maioria é organizadinha – mas a que não é bagunça tudo!
A maioria acredita na monogamia – tem uma que ri disso!
A maioria adora ser mãe – mas tem uma que as vezes fica de saco
cheio!
Mas numa coisa todas elas concordam, a maioria delas é
apaixonada por ti e a outra, ah essa te ama de verdade!
Amigos, te leem por dentro!
jayjay.paulo diz:
e ai dona
advogata
td bem?
Sil diz:
ola,
tudo bem e vc?
jayjay.paulo diz:
hj, caindo
de sono... maas no geral sobrevivendo
andei meio
mal ai e descobri que tenho algo q inexoravelmente ira me matar
mas td
bem, ja imaginava
Sil diz:
do que
que vc ta falando?
jayjay.paulo diz:
envelhecimento
Sil diz:
bobo
kakaka
jayjay.paulo diz:
bobo eu?
eh pq nao eh com vc...
Sil diz:
ah tá,
o tempo não passa pra mim, sou uma vampirona
jayjay.paulo diz:
sabia q
havia algo de errado com vc
era isso
entao
sempre
desconfiei
Sil diz:
droga,
não devia ter contado
jayjay.paulo diz:
eh, vc q
nao se cuide com o alho...
Sil diz:
isso
não afeta, sou uma vampira que sofreu mutação
Sil diz:
a
unica coisa que me mata agora(não conta pra ninguem tá) é a indiferença
daqueles que amo
jayjay.paulo diz:
mmmm
yan, como
esta?
Sil diz:
de
férias
ta bem
jayjay.paulo diz:
la com o
pai, aposto...
Sil diz:
e os
teus filhotes
é
jayjay.paulo diz:
logo vi
qdo vc
fica tristinha assim...
filhote ta
longe
Infância e nativismo
A infância é um mundo a parte que nunca mais sai de dentro da gente!
Os cheiros, as comidas, a casa das “nonas”, os abraços, as brincadeiras com as primas e primos, os Natais, as frutas colhidas no pé depois de uma chuva, o vinho doce que os tios faziam, a macarronada da tia Inês, os jogos de peteca, os triciclos divididos, o mate doce, as festas na comunidade, as carreiradas aos domingos...os animais, os banhos de rio, as amoreiras de mato, os cusco amigo, os gatos da nona Ida, o chá e a sopinha da nona véia(bisa Farina), os discos de vinil do nono Vilmo com os clássicos dos Bertucci....assistir o Galpão Criolo aos domingos, vindo desde então a paixão pelo Nativismo e pela cultura gaúcha.
Tem coisa que entranha na gente, como por exemplo dançar e ouvir musica nativista.
http://www.youtube.com/watch?v=p7nvXkWzJ04
Os cheiros, as comidas, a casa das “nonas”, os abraços, as brincadeiras com as primas e primos, os Natais, as frutas colhidas no pé depois de uma chuva, o vinho doce que os tios faziam, a macarronada da tia Inês, os jogos de peteca, os triciclos divididos, o mate doce, as festas na comunidade, as carreiradas aos domingos...os animais, os banhos de rio, as amoreiras de mato, os cusco amigo, os gatos da nona Ida, o chá e a sopinha da nona véia(bisa Farina), os discos de vinil do nono Vilmo com os clássicos dos Bertucci....assistir o Galpão Criolo aos domingos, vindo desde então a paixão pelo Nativismo e pela cultura gaúcha.
Tem coisa que entranha na gente, como por exemplo dançar e ouvir musica nativista.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
...
Hoje pela manhã tive que ir até uma estatal requerer o cancelamento da conta de luz do apartamento “antigo”, fui tão mal atendida, sabe quando você sai de um lugar e passa as mãos pelo corpo como numa sessão de descarrego pra tirar a energia ruim?
Pois foi o que fiz quando saí de lá, a pessoa que me atendeu era uma daquelas pessoas cinzas, pesadas...uma porcaria de um velho(e gostaria de dizer que não tenho preconceito nenhum com pessoas idosas inclusive gosto muito dos “velhinhos” cordiais e amáveis que existem nesse mundão).
Mas o tal senhor que me atendeu deve ser um daqueles funcionários estatais em fim de carreira que já não vê a hora de se aposentar e que levanta todo dia pra assombrar a vida de alguém...tenho pena e tenho nojo ao mesmo tempo.
Funcionários antigos de estatais como essa ganham muito bem que eu sei, e o mínimo que poderiam fazer é atender com cordialidade e elegância o contribuinte que paga o seu rico salarinho.
Isso me faz lembrar tantos outros funcionários públicos sustentados com meus impostos e que atendem as pessoas comuns com desdém e cara de nojinho. Penso que nosso dever como cidadãos e seres humanos é no mínimo tratar as pessoas com que trabalhamos e que atendemos com cordialidade e civilidade.
Sai de lá, numa cena engraçada, me benzendo, falando alto e sozinha:
- Sai energia ruim, volta pra ele, CREDO!!
O divertido foi ver a cara das pessoas que estavam no ponto e ônibus, fiquei imaginando o que elas pensaram!
Pois foi o que fiz quando saí de lá, a pessoa que me atendeu era uma daquelas pessoas cinzas, pesadas...uma porcaria de um velho(e gostaria de dizer que não tenho preconceito nenhum com pessoas idosas inclusive gosto muito dos “velhinhos” cordiais e amáveis que existem nesse mundão).
Mas o tal senhor que me atendeu deve ser um daqueles funcionários estatais em fim de carreira que já não vê a hora de se aposentar e que levanta todo dia pra assombrar a vida de alguém...tenho pena e tenho nojo ao mesmo tempo.
Funcionários antigos de estatais como essa ganham muito bem que eu sei, e o mínimo que poderiam fazer é atender com cordialidade e elegância o contribuinte que paga o seu rico salarinho.
Isso me faz lembrar tantos outros funcionários públicos sustentados com meus impostos e que atendem as pessoas comuns com desdém e cara de nojinho. Penso que nosso dever como cidadãos e seres humanos é no mínimo tratar as pessoas com que trabalhamos e que atendemos com cordialidade e civilidade.
Sai de lá, numa cena engraçada, me benzendo, falando alto e sozinha:
- Sai energia ruim, volta pra ele, CREDO!!
O divertido foi ver a cara das pessoas que estavam no ponto e ônibus, fiquei imaginando o que elas pensaram!
Repaginado
Nós, os sagitarianos, temos um grave defeito esperamos dos outros a mesma hombridade que temos. Signo da justiça, somos bons até o último fio de cabelo, acreditamos nos outros, acreditamos na justiça, acreditamos no bem por que somos do bem, quando alguém cai nas graças de ser nosso amigo ou nosso amor, vamos depositar neles toda a nossa confiança, acreditando sempre que eles tem a mesma capacidade que nós de serem honestos consigo e conosco.
Mas é difícil ser sagitariano, por que o mundo não é sempre cor-de-rosa, e as pessoas tem limitações e precisamos aprender a lidar com isso e principalmente a aceitar.
Então eu aprendi que:
1º Não acredite em tudo o que as pessoas do seu circulo de amizade e/ou amores diz, a maioria não vai conseguir cumprir com o que promete e nem tem tanto caráter e capacidade quanto alardeia, mas isso é humano e você precisa aprender a aceitar as pessoas, só não deixe elas te machucarem.
2º As situações extremas é que vão mostrar o grau de caráter e coerência de uma pessoa. Até essa situação acontecer mantenha-se alerta, você pode estar comprando gato por lebre.
3º As pessoas tem “padrões de comportamento”, não acredite que ela mudará só por que agora ela é seu amor ou seu amigo(a).
4º As pessoas tendem a repetir os mesmo erros...se você conhece os erros passados...pode ter certeza, conhece os erros futuros.
5º É muito difícil amadurecer, como diria um amigo querido: crescer dói, é para poucos. E por ser muito doído, embora gratificante, uma boa parcela das pessoas vai ser um “eterno adolescente”, mas não no que isso tem de bonito (que é a vivacidade, o frescor, a alegria) e sim no que tem feio.
6º Ninguém faz a você o que você não permitiu! Cair do cavalo é culpa sua...acorda!!!
7º E tudo isso faz parte da jornada, cair depois levantar, cair de novo e levantar de novo. O que fica mesmo são as lições do inevitável. E ainda temos que agradecer aos que nos dão o tombo, por que nos oferecem a preciosa oportunidade de aprender e crescer.É obvio “podia doer bem menos”!!! Mas passa!!!!
Então o saldo final é que você aprendeu preciosas lições e elas não vão tirar a sua doçura nem sua capacidade de amar, elas apenas vão te deixar mais cuidadosa, o que é um grande beneficio.
E que o passado fique no passado! Que todos encontrem a felicidade e a verdade. Que todos os nossos caminhos, os meus e de vocês, sejam de muita luz. E que a colheita seja proporcional a semeadura.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Feminismo
Segue abaixo um texto do site http://cemmaisum.com.br/index.php/tambem-nao-sou-santa/, que eu acompanho e gosto muitcho.
“Não sou puta!”, gritam as moças-de-família. Elas não querem ser comparadas a biscates. Ora, ora, elas se comportam bem! Não falam palavrão, jamais sairiam de casa com uma roupa muito curta/muito decotada. “Sou feminina, não feminista”, dizem algumas. E, assim, estão sempre de unhas feitas, cabelo na escova e salto alto. Elas não querem ser chamadas de puta. Afinal, isso seria diminui-las demais, né? O que elas querem, mesmo, é serem chamadas de princesas. Pagar de santinha. Gostam que as idealizem! Os moços que as colocam num pedestal… esses sim sabem tratar uma mulher! Não é à toa que aquele ~poeta que escreve na Folha~ aparece por aí sendo apresentado como “um homem que entende a alma feminina”. Só que não é bem assim. Não é nada assim. Esqueçamos por um momento o comportamento das mulheres. “Promíscuas” ou “virgens”. “Feministas” e “femininas”. As que trabalham fora e as que decidiram ser donas de casa. Deixem de lado quaisquer rótulos. Pensem em nós como mulheres, apenas. Seres humanos. Gente. Seres humanos choram, esperneiam, sofrem, erram. Agem de maneira que eles mesmos depois se envergonham (ou não, ainda que devessem). Cometemos deslizes. Parece comportamento de santa pra você? Santos, pelo que me lembro, “são” (mil aspas, porque isso depende da crença de cada um) assexuados, puros, bons. Eles estão num pedestal, num altar, intocáveis. Não são humanos. E, portanto, não comandam as próprias vidas, não desejam, não se impõem. Você quer ser santa? Quer ser idealizada? Ou você quer ser real? Alguns acham que a idealização, a santificação da mulher é elogio. Não é. Isso se chama “sexismo benevolente” (mais tarde recolocarei no ar um post em que falo sobre isso). Colocar as mulheres na posição de quem é frágil e precisa de auxílio dos homens é tirar dela a força que ela tem. Por favor não venham com a questão de que homens são mais fortes fisicamente. Também não diga que as ~feminazis~ querem acabar com as gentilezas – elas devem continuar existindo, mas independentes de gênero. Receber elogio é bacana, mas que tal elogiar as mulheres (e homens) da sua vida falando das virtudes que elas efetivamente têm? Vamos parar de esperar que todas as moças sejam delicadas e doces. Muitas, como eu, não são. Sabendo disso, algumas de nós ficamos angustiadas porque não nos enquadramos nos papéis de gênero que nos foram atribuídos. Isso gera culpa – tem garota que se sente menos bonita porque não está de unha feita em um dia da semana, ainda que tenha passado os outros seis com as mãos impecáveis. Elogie como sua amiga é forte e decidida. Elogie a sensibilidade do seu namorado. Não fique zoando o amigo que chorou “feito uma mulherzinha”. Eles não são “fortes, másculos e viris”, assim como nós não somos “putas” e nem “santas”. Somos só seres humanos. E isso já dá um trabalhão.
“Não sou puta!”, gritam as moças-de-família. Elas não querem ser comparadas a biscates. Ora, ora, elas se comportam bem! Não falam palavrão, jamais sairiam de casa com uma roupa muito curta/muito decotada. “Sou feminina, não feminista”, dizem algumas. E, assim, estão sempre de unhas feitas, cabelo na escova e salto alto. Elas não querem ser chamadas de puta. Afinal, isso seria diminui-las demais, né? O que elas querem, mesmo, é serem chamadas de princesas. Pagar de santinha. Gostam que as idealizem! Os moços que as colocam num pedestal… esses sim sabem tratar uma mulher! Não é à toa que aquele ~poeta que escreve na Folha~ aparece por aí sendo apresentado como “um homem que entende a alma feminina”. Só que não é bem assim. Não é nada assim. Esqueçamos por um momento o comportamento das mulheres. “Promíscuas” ou “virgens”. “Feministas” e “femininas”. As que trabalham fora e as que decidiram ser donas de casa. Deixem de lado quaisquer rótulos. Pensem em nós como mulheres, apenas. Seres humanos. Gente. Seres humanos choram, esperneiam, sofrem, erram. Agem de maneira que eles mesmos depois se envergonham (ou não, ainda que devessem). Cometemos deslizes. Parece comportamento de santa pra você? Santos, pelo que me lembro, “são” (mil aspas, porque isso depende da crença de cada um) assexuados, puros, bons. Eles estão num pedestal, num altar, intocáveis. Não são humanos. E, portanto, não comandam as próprias vidas, não desejam, não se impõem. Você quer ser santa? Quer ser idealizada? Ou você quer ser real? Alguns acham que a idealização, a santificação da mulher é elogio. Não é. Isso se chama “sexismo benevolente” (mais tarde recolocarei no ar um post em que falo sobre isso). Colocar as mulheres na posição de quem é frágil e precisa de auxílio dos homens é tirar dela a força que ela tem. Por favor não venham com a questão de que homens são mais fortes fisicamente. Também não diga que as ~feminazis~ querem acabar com as gentilezas – elas devem continuar existindo, mas independentes de gênero. Receber elogio é bacana, mas que tal elogiar as mulheres (e homens) da sua vida falando das virtudes que elas efetivamente têm? Vamos parar de esperar que todas as moças sejam delicadas e doces. Muitas, como eu, não são. Sabendo disso, algumas de nós ficamos angustiadas porque não nos enquadramos nos papéis de gênero que nos foram atribuídos. Isso gera culpa – tem garota que se sente menos bonita porque não está de unha feita em um dia da semana, ainda que tenha passado os outros seis com as mãos impecáveis. Elogie como sua amiga é forte e decidida. Elogie a sensibilidade do seu namorado. Não fique zoando o amigo que chorou “feito uma mulherzinha”. Eles não são “fortes, másculos e viris”, assim como nós não somos “putas” e nem “santas”. Somos só seres humanos. E isso já dá um trabalhão.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Pra Ti Guria
Jayme Caetano Braun
Pra ti chirua crinuda
dos ranchos de chão batido
com babados no vestido,
na orelha um galho de aruda,
morena Deus nos acuda.
Pra quem ama com eu amo
estrela pampa proclamo
nas horas de nostalgia
eu te pergunto guria,
porque não vens quando eu chamo.
Quando abraço esta cordiona
é como se te abraçasse,
é mesmo que desejasse que
tu fosses minha dona. E o meus
ser se condiciona ao teu carinhoso abraço
chego a sentir um laçaço
neste meu corpo franzino
pois se te perco imagino que vou
peder um pedaço.
Calangreas e cotovias,
as palomas, as torcassas
se alvorotam quando passas
momurando melodias,
e o calor dos meio dias vão
se acalmando aos relentos
e até as guitarras dos ventos
se entreveram à cordiona
confirmando que és a dona de
todos meus sentimentos.
Vibram todas as escalas
nos meus dedos tocadores
rudes acariciadores
das tuas tranças bagualas
e o chão batido das salas
com barbara bruxaria
e completando a magia deste teu
tranco macio co gosto
de pasto e rio eu canto pra ti guria
http://www.vagalume.com.br/jayme-caetano-braun/pra-ti-guria.html#ixzz20VRqvp74
Então, o bloquinho ta mais que abandonado?!
Pois é!!
A vida tem sido isso, correr.
Mas vida de gente adulta não é isso??
A sociedade diz que sim, mas meu coração diz que algo não está certo na ordem das coisas.
Qual foi o dia mais feliz da sua vida?
Você realmente sabe o que é ser feliz?
Você lembra quando foi a ultima vez que se sentiu feliz de verdade?
Feliz de verdade existe?
Eu me recuso a ser um autômato: levantar, tomar café, levar filho na escola, trabalhar(muito), pegar filho na escola, almoçar, trabalhar(muito de novo), pagar contas, pagar contas, pagar contas, chegar em casa cansado, ajudar filho com dever de matemática, física, química, cuidar da casa(limpeza, roupas e etc). Cair na cama e desmaiar....e isso tudo e mais um pouco, todos os dias, toda semana, todo mês e todos os anos...CANSEI.
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