quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dias atrás uma pessoa conhecida morreu porque estava bêbada, saiu de um bar e depois de uns 2km de rodovia enfiou o carro embaixo de um ônibus . Num diálogo corriqueiro hoje:
-Fulano estava trançando as pernas de bêbado ontem.
-E como é que o vivente foi pra casa?
-De carro.
-Poxa, nenhum de vocês podia levar ele pra casa, olha o perigo da pessoa se matar ou matar alguém.?! Será que a família dele sabe que ele bebe tanto?
-Mas quem que pode com aquele Cristo quando está bêbado? Acho que a família dele não sabe que ele bebe assim.
-Ah pelo amor de Deus, vocês são amigos, alguém tem que falar pra ele que ele está passando da conta. Eu falei pra ele no último dia que a gente conversou que ele precisa de tratamento, alcoolismo é coisa séria. Um piá novo, com a vida toda pela frente.
-Mas ele não se recuperou do par de chifres que ganhou o ano passado, depois de 10 anos de casamento, ser traído por um amigo do jeito que ele foi, ainda mais assim em cidade pequena.
-Coração ferido eu até entendo, mas no teu discurso já tem um que de machismo...., e acho que fulano já passou dessa fase e já está em uma completamente diferente, já está doente, porque alguém que não consegue parar de beber um só dia é alcoólatra néh? E precisa de ajuda.


Me senti medíocre, vontade de pegar o carro e ir falar com a família desse meu amigo, mas quem sou eu na ordem do dia??? Com que cara a gente chega na casa das pessoas pra dizer que pensa que o filho deles devia ir fazer tratamento contra o vício alcoólico? Pronto, agora não vou conseguir fazer mais nada até achar uma maneira de ir me meter em assunto que não é meu.

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