quarta-feira, 29 de agosto de 2012

PAIXONITES E AMOR

Eu tenho PAIXONITES de vez em quando....
Ultimamente estou apaixonada por Martha Medeiros...acho ela fantástica.
Antes dela tinha a Cecilia Meireles...
Antes ainda Mario Quintana....
Ah e tantos outros...
Mas voltando à Martha, adoro os textos dela. Eu
realmente admiro quem consegue por no papel idéias e sentimentos
de uma forma tão lucida, simples porém extravagantemente profunda.






Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pensamentos de um dia chuvoso 3




Então mais um dia de chuva no litoral catarinense!!
Não sei por que sinto tanta preguiça em dias assim...mas penso que deveria ser proibido por lei acordar às 06:15 da madrugada num dia chuvoso, vocês (meus milhares de leitores) não acham?
Hoje enquanto me arrastava pela casa tentando tirar  Yan Lee da cama e tentando encontrar forças pra não voltar correndo pra minha caminha, pensei que deveria trazer um chimarrão pro trabalho...mas fui vencida por nocaute pelo preguiça.
Agora to eu aqui “torta” de vontade de um matte. SACO!

Eu tava lendo o Blog da Lolinha e isso me fez pensar tanta coisa...
Que bom que existe gente bem inteligente....dessas que vem pro mundo com uma certa luz própria, elas acrescentam tanto na vida da gente sem mesmo saber.
Que eu briguei com a balança a vida toda, por que na infância, ou melhor, na época em que fui criança era bonito ser “gordinha”, saudável...as nonas viviam dizendo: -  essa menina é muito magra, meu deus, deve estar doente...compra um SADOL pra ela.
Na adolescência a mesma coisa eu era magra de maredesi , não tinha peito(ainda não tenho) não tinha bunda,  só tinha joelho. Os meninos não olhavam pra mim...
Depois veio a vida adulta e tudo inverteu-se...agora a briga é pra ficar magra...SANTO DEUS!!!
OK, o tempo passou...você já não tem o bumbum durinho e lisinho, nem os peitos firmes, o rosto já tem marcas de expressão a dácompau, os cabelos já estão branqueando, e cintura é algo que um dia existiu....
Mas por outro lado tem tanta coisa boa aqui dentro...eu não me trocaria pela Silmara dos 19 anos, nem pela dos 28, nem pela do ano passado...
E pra minha felicidade aprendi que HOMEMDEVERDADE, não liga nem um pouco pros defeitinhos físicos que a gente tem(todas nós mulheres COMUNS)... por que beleza te prende nos primeiros 15 minutos....mas pra te aguentar por anos tem que ter muito mais do que isso.


Eu sou uma fã inveterada do Engenheiros do Hawaii....adoro suas letras, suas melodias...por que são inteligentes e além disso tocam alguma parte aqui dentro de mim...coração, alma? Não sei. Mas enfim, descobri já faz algum tempo o Blog do Humberto Gessinger...gosto do que ele escreve ali quase tanto quanto das cações que ele compôs.
Fica então pros amigos e amigas uma dica de leitura gostosa: http://blogessinger.blogspot.com.br/.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

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Eliana Calmon: "Mudança no Judiciário deixaria elites desprotegidas"

Por: Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil


São Paulo – A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, afirmou ontem (23), que o sistema judiciário brasileiro foi criado para favorecer as elites políticas e econômicas. “Não tenha dúvida. Todo o sistema é para essa proteção. Nós não mudamos o sistema de uma hora para outra, porque se mudarmos, as elites ficarão desprotegidas”, afirmou em entrevista para a Revista do Brasil.A ministra esteve na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo a convite da Escola Judiciária Eleitoral Paulista. Depois de ser homenageada por sua atuação à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e proferir palestra, Calmon concedeu entrevista exclusiva para a edição de agosto da revista.o saudá-la antes da palestra, a desembargadora federal Diva Malerbi, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, disse que a “competência, o talento e a coragem” de Eliana Calmon representam uma nova face do Poder Judiciário: “Dizem que o século 19 foi a vez do Executivo; que o século 20, do Legislativo; e o século 21 é o século do Judiciário. E o Judiciário que nós queremos ver já uma cara neste início de século”, afirmou.

Após o evento, a reportagem mencionou a violenta reintegração de posse no assentamento Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). E questionou se o episódio ainda não está mais para século 19 do que para 21. A ministra concordou, e alertou que cabe ao Judiciário, mais que interpretar “a letra fria da lei”, ter ativismo o suficiente para julgar com bom senso e levando em conta os interesses da sociedade.

Em novembro do ano passado, a corregedora do CNJ havia causado polêmica no ambiente da magistratura ao afirmar que o corporativismo ideológico no Judiciário favorece a infiltração de “bandidos de toga”.

“O corporativismo é uma visão ideológica. Ideologicamente você parte para defender o Poder Judiciário, e você começa a não ver nada que está ao seu redor. Você não vê sequer a corrupção entrando nas portas da Justiça, porque você acha que, para defender o Judiciário, você tem que manter o magistrado imune às críticas da sociedade e da imprensa”.

A declaração foi feita às vésperas do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, que decidiria, entre outros pontos, se o CNJ teria poder de “concorrer” com as corregedorias estaduais, isto é, investigar procedimentos suspeito nos tribunais regionais mesmo que não tenha sido objeto de apuração pela corregedoria local. Por 6 votos a 5, prevaleceu a autoridade do CNJ.


Fonte: CORREA NETO
Data: 25/07/2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tantas Marias!



Em 07 de Agosto de 2006 foi sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a lei  11.340 conhecida como Lei Maria da Penha  dentre as várias mudanças que a lei trouxe está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. 

A Lei sozinha não cura essa chaga milenar da violência contra a mulher, mas é um grande passo no auxílio a sua erradicação. Precisamos muito é de uma educação diferenciada que ensine os meninos a respeitarem as meninas como suas iguais e que ensine as meninas a serem iguais, ou seja, precisamos aprender e repassar  as novas gerações que  somos todos humanos independente de gênero, cor, credo ou opção sexual.

Segue abaixo uma matéria do Estadão.com.br referente ao julgado do STF que reconheceu como constitucional a possibilidade do MP dar inicio a ação penal sem necessidade de representação da vítima:

Uma decisão tomada  pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tornou mais complicada a situação dos homens que agridem as mulheres no ambiente doméstico. Ao analisarem a Lei Maria da Penha, os ministros do STF concluíram que a abertura de ação criminal contra o responsável pela lesão corporal não está mais condicionada a uma representação da vítima. Ou seja, o processo poderá ser aberto mesmo se a mulher não prestar queixa.
Antes, para abrir a ação, era necessária uma representação da vítima. Se ela fosse agredida, mas optasse por não denunciar o companheiro, nada poderia ser feito. E ainda havia a possibilidade de a mulher retirar a queixa diante das pressões do agressor. Agora, diante de denúncias, por exemplo, de vizinhos, o Ministério Público poderá acionar o responsável pela agressão, retirando da mulher essa pressão.
No julgamento, cujo placar foi 10 a 1, apenas o presidente do STF, Cezar Peluso, votou pela manutenção da necessidade de representação pela mulher agredida.
Os ministros afirmaram que na maioria dos casos a mulher desistia da queixa após sofrer pressões psicológicas e econômicas por parte do agressor. Mas, com o entendimento adotado nesta noite pelo tribunal, essa pressão deixa de existir.
"Se ela (mulher) não representar e houver a notícia crime por um vizinho que cansou de ouvir e ver as consequências das surras domésticas, se terá a persecução deixando-se a mulher protegida porque o marido não vai poder atribuir a ela a existência da ação penal", disse o relator, Marco Aurélio Mello.
No julgamento no qual foram analisadas ações da Procuradoria Geral da República e da Presidência, os ministros reconheceram por unanimidade a constitucionalidade da Lei Maria da Penha. Eles disseram que existe desigualdade entre homens e mulheres, que a sociedade é machista e paternalista e que a lei é necessária para proteger o sexo feminino de agressões. "As agressões sofridas são significativamente maiores do que as que acontecem - se é que acontecem - contra homens em situação similar", afirmou o relator.
A ministra Rosa Weber disse que exigir-se da mulher agredida que represente contra o agressor atenta contra a dignidade da pessoa humana. O ministro Luiz Fux afirmou que não é razoável a obrigatoriedade da representação por parte da mulher agredida. Segundo ele, isso até inibe que a mulher, já abalada emocionalmente pela violência, denuncie o companheiro. 
Preconceito no STF. Uma das mais enfáticas no julgamento, a ministra Carmen Lúcia afirmou que ela própria é vítima de preconceito. "Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira. Sofre. Há os que acham que aqui não é lugar de mulher", disse a ministra.
Ela contou que quando está no carro oficial do tribunal nota olhares preconceituosos: "Na cabeça daquele que passa, estamos usurpando a posição de um homem. Imagina-se a esposa de alguém que deve estar trabalhando enquanto ela está fazendo compras", disse. "A gente quer viver bem com os homens porque a gente gosta de homem. Queremos ter companheiros, não queremos ter carrascos", completou a ministra. "Quem bate não ama", finalizou.
Carmem citou o assassinato na semana passada da procuradora federal Ana Alice Moreira de Melo, morta a facadas pelo ex-marido dias após ter registrado uma ocorrência contra ele numa delegacia. "Enquanto houver uma mulher sofrendo em qualquer canto deste planeta eu me sinto violentada", afirmou.   A ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, e a senadora Marta Suplicy (PT-SP) assistiram ao julgamento. Elas questionaram o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, que em sua sustentação oral defendeu a necessidade de a mulher agredida apresentar uma reclamação contra o agressor.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pensamentos de um dia chuvoso 2.



As montadoras de carros podem começar a economizar com as luzes de seta, pelo menos pros carros que serão vendidos em Balneário Camboriú e adjacências.
Pra que gastar com uma peça que ninguém usa mesmo??!!!!
E eu  que reclamava do trânsito de Chapecó!
Dias e dias de chuva continuada vão deixando as pessoas pra lá de estressadas, principalmente no trânsito, todo mundo com pressa,  todo mundo cinzento.
Boa hora pra exercitar a sua paciência e educação.
O sol, ah o sol está fazendo uma bruta falta. Sentido uma certa  saudadinha do verão.