Eu tenho arroubos e crises de sinceridade extrema,
especialmente quando estou em franca TPM, num dia em que tive que realizar
tarefas desnecessárias e enfadonhas. Minha tolerância, com gente chata, com
gente pequena, com gente inconveniente, fica mais baixa que as temperaturas
desse inverno.
Nessas horas não me sinto um ser humano, me sinto um animal,
em todo o esplendor do que é a animalidade. Detesto pessoas que só sabem te
procurar quando precisam de alguma coisa, ou que te procuram o tempo inteiro pra
você resolver os problemas delas. Nunca aparecem, essas criaturas, pra uma
simples visita, uma cuia de mate, uma conversa vã, não! Só lembram de sua
pessoa quando precisam. E parece que todo mundo precisa de advogado, quer um
conselho, quer uma opinião...mas de graça néh!!
Fui tão grosseira que nem me reconheci.
Sim hoje estou com toda a grossura possível grudada em mim, mandei o vizinho do lado
arrumar um lugar descente pro cachorro dele, que estava preso em meio metro de
corrente e não tinha nem casinha pra se abrigar desse frio todo. Vocês
observaram o verbo néh, MANDEI, e a sorte dele é que ele não me retrucou e foi
dar um jeito na condição do cachorro.
A situação dos animais domésticos em Ponte Serrada, como na
maioria das cidades, é lamentável. A quantidade de animais na rua, de rua é
impressionante. É triste, mas o que dizer de uma raça que não cuida nem dos
seus (velhos, crianças, órfãos, famintos e etc), por certo não cuidaria do restante das
espécies.
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