quinta-feira, 30 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Meu amigo C.
Em 1998 eu ingressei na faculdade de direito e lembro como
hoje do primeiro dia que sentei na Cantina da faculdade pra comer um lanche
contigo, e de como nos tornamos amigos com tanta naturalidade, como se já
fossemos velhos conhecidos.
C. era quem me dava carona pras festas da turma, já que eu
vinha de fora da cidade de ônibus e tinha que voltar até as 23:00hs pra pegar o
mesmo ônibus e voltar pra casa.
E nossa amizade foi sempre muito sincera até que no ano de
2001 depois de uma bebedeira homérica acabamos ficando. Tive por esse amigo uma
paixão devastadora, avassaladora, culpa em boa parte da minha baixa estima e
imaturidade. Fiz loucuras e paguei micos que só quem era minha amiga naquela
época sabe.
Ele me dispensou elegantemente e covardemente, porque a
gente sabe quando o outro está tão ou mais envolvido que gente. Doeu demais, na época foi difícil mas mantivemos a amizade.
No ano de 2009 quando terminei um outro relacionamento e
estava bem triste, C. me ligou convidando pra assistir um jogo do Grêmio num
bar da cidade, fui, assistimos o jogo e fomos sentar num outro bar pra
conversar.
Depois de todo aquele tempo eu ouvi desse amigo tão querido,
tudo o que ele deixou de me dizer na época.
Que ele foi perdidamente apaixonado por mim, que ele sabia
que eu tinha sido a ultima chance dele ser feliz, que ele tinha sido covarde, e
tantas outras coisas que não cabem serem expostas aqui.
Eu disse pra ele: - Você
talvez tenha sido covarde, mas a tua
covardia foi uma covardia inteligente. Você fez a escolha certa, manteve de pé
a tua casa, o teu casamento e ainda continuamos amigos.
Desde 2009 recuperamos e restauramos essa amizade, porque
a paixão foi erro de percurso! Conversamos sempre que possível sobre todos os assuntos, principalmente
política, futebol e filhos.
Semana passada ele me chamou no bate papo contando que
estava no hospital a cinco dias com sua mãe, que ela estava muito doente, senti
que ele precisa apenas que alguém dissesse que ia ficar tudo bem e um sincero
conta comigo!
São coisas simples de serem ditas, mas a gente não quer
ouvir isso de qualquer pessoa, a gente quer ouvir isso dos amigos de verdade,
daqueles que conhecem nossas piores torpezas,
que conhecem as sombras de nossa alma e que mesmo assim nos querem bem.
Vi nesse pedido de socorro toda a força da nossa amizade, e
agradeci aos céus pela tua covardia.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Gente muito linda tem nesse mundo!
Dona N. é uma senhora de 62 anos, sozinha há mais de 30. Foi largada pelo marido alcoólatra com 4 filhos pra criar e sustentar sozinha.
Criou filhos, criou netos...ainda trabalha como servente em uma escola, feliz da vida porque ano que vem, vai conseguir sua aposentadoria.
Casa simples, vida simples.
Rica de amigos, rica de amor e disposição, nunca soube o que é depressão, segundo ela não deu tempo pra ter essas coisas, sempre tinha uma boca pra alimentar. Ela sempre foi pelos "outros" nunca teve ninguém por si.
Coisa mais linda desse mundo!!!
Coisa mais linda ser mulher, mãe e avó!
Admiro demais essas mulheres de fibra e garra...de quem não tem nada e mesmo assim é de uma educação exemplar, de um coração acolhedor e uma alegria transbordante.
Dona N. é uma senhora de 62 anos, sozinha há mais de 30. Foi largada pelo marido alcoólatra com 4 filhos pra criar e sustentar sozinha.
Criou filhos, criou netos...ainda trabalha como servente em uma escola, feliz da vida porque ano que vem, vai conseguir sua aposentadoria.
Casa simples, vida simples.
Rica de amigos, rica de amor e disposição, nunca soube o que é depressão, segundo ela não deu tempo pra ter essas coisas, sempre tinha uma boca pra alimentar. Ela sempre foi pelos "outros" nunca teve ninguém por si.
Coisa mais linda desse mundo!!!
Coisa mais linda ser mulher, mãe e avó!
Admiro demais essas mulheres de fibra e garra...de quem não tem nada e mesmo assim é de uma educação exemplar, de um coração acolhedor e uma alegria transbordante.
A cegueira da paixão.
Comprovado cientificamente (dando aqui os parabéns e rendendo saudações à inteligencia da natureza) que a paixão dura de 18 a 30 meses, tempo suficiente pra um casal se conhecer, copular e reproduzir.
Sim nós somos seres biológicos!!! Nesse período a gente fica dopado por um coquetel de substâncias que fazem a outra pessoa ser perfeita.
Quantas milhares de pessoas após passado esse período se perguntam: como eu pude gostar daquela pessoa, não tem nada a ver comigo?
Resposta: vc estava dopado.
Você é uma pessoa de esquerda mas se apaixona perdidamente por um cara super conservador de extrema direita, óbvio que você só pode estar dopada.
Você detesta cigarro, o cheiro de cigarro te provoca nojo, mas você tá lá caidinha de amor por um cara que fuma.
Você e feminista é o cara é um misógino!
Você tem plena convicção na fidelidade e se envolve com um cara casado!
Você é vegano e se apaixona por uma comedora de carne voraz!
Você é super sedentário, adora ficar em casa, todavia ta ali, com os quatro pneus arriados por um desportista que acorda as 5 da madrugada pra correr na praia!
Você é diurno, gosta de dormir cedo, e ela só dorme depois das 2 da madrugada!
Todas essas coisas parecem tão sem importância, mas só até o momento em que o coquetel químico da paixão estiver funcionando, quando ele acabar, tudo isso que parecia tão sem importância, vai fazer toda a diferença.
Dias atrás almocei com um casal, ela é minha amiga eu ainda não conhecia seu namorado...tadinha da pessoa...
Ela ainda está naquela fase totalmente alucinada, os olhos cintilam paixão.
Ele não tem nada a ver com ela e com sua delicadeza, o cara é um ogro, como de boca aberta, mastigando e cuspindo. Mas minha amiga, coitada, não vê nada disso, tá ali chapada pela neurotrofina, dopamina e etc.
Minha visão é essa: os opostos só servem pra se distrair e pra causar desilusões!
Quando a gente está numa fase boa e racional da vida deveria fazer uma lista sincera das qualidades que o príncipe/princesa encantado(a) deveria ter e dos defeitos intoleráveis que não suportamos!!!
Isso evitaria muita dor de cabeça. Eu sei a paixão é algo indomável, quando bate arrebenta com gente e nem percebemos as caquinhas que estamos fazendo. Mas era bom manter essa lista visível pra pelo menos tentar evitar paixões muito desastrosas, casamentos/ajuntamentos frustrantes, filhos com pessoas que não admiramos e que nem serão bons pais/mães.
Hoje está comum as pessoas pularem o namoro e já irem direto pro casamento/ajuntamento. Três meses, seis meses, no máximo um ano e já estão dividindo o mesmo teto. Se você tiver a sorte de ter se apaixonado por alguém que tenho tudo a ver vem com você, (mesma ideologia politica, mesmo nível cultural, gosto musical, mesmos princípios e caráter) provavelmente vá durar, vai ser bom, porque nascerá algo chamado compatibilidade e admiração! Quando vc admira as qualidades do outro isso faz nascer o amor!
Porém se você estiver apaixonado por alguém que é quase que totalmente o oposto de você, pode ter certeza vai acabar no prazo máximo de 30 meses, dali pra frente talvez ainda fiquem juntos, porque agora tem filhos e contas em comum, por comodidade e por ene motivos, menos pelo certo: AMOR.
O amor enxerga muito bem, conhece todas as qualidades e defeitos do outro!
Admira as qualidades e tolera os defeitos!
Não é assim o amor de mãe e filho? Conhecemos os defeitos de nossos rebentos melhor do que qualquer pessoa conhecerá, mas os aceitamos, quando são toleráveis e escusáveis, trabalhamos para corrigi-los quando prejudiciais. E admiramos de todo o coração as qualidades de nossos filhos!
Diferente do que dizem o amor não é cego!
Cega é a paixão!
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Gripe e dor de garganta é = vontade de fazer nada!!!
Só ficar aqui com meu not e meu edredom.
Li isso e achei muito verdadeiro.
Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.
Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e não damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade!
Zibia G.
Só ficar aqui com meu not e meu edredom.
Li isso e achei muito verdadeiro.
Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.
Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e não damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade!
Zibia G.
Bolsa Família
O tal do senso comum é uma grande arma da mídia e de quem vive da exploração do trabalho!
Queria falar da bolsa família, e posso falar disso com um certo conhecimento de causa.
Trabalhei numa casa lotérica por quase três anos, mensalmente eu fazia o pagamento aos beneficiários, na verdade beneficiárias.
Praticamente 99% dos beneficiários eram mulheres, mães!
Durante esses quase três anos logrei fazer amizade com muitas delas, conhecer seu cotidiano, ver suas expressões sofridas e suas mãos calejadas do trabalho árduo!
Muitas eram domésticas(diaristas), agricultoras, catadoras de material reciclável!
Sempre vinham buscar o benefício junto com algum filho(a) geralmente de idade escolar, com o valor do benefício pagavam a continha de luz, de água, e daí iam pro mercado adquirir alimentos.
É claro, entre o trigo, sempre tem um pouquinho de joio. Uma meia duzia de beneficiarias realmente eram desocupadas(apesar de que o trabalho de ser mãe e dona de casa já justificaria o pagamento).
Fico indignada com a ignorância com que a população reproduz o que a direita e a burguesia falam!
Aqui onde voltei a residir é um bairro simples, de gente muito trabalhadora, de pouca escolaridade ou nenhuma, muitos tem que trocar o almoço pela janta!
Eu sei que a classe abastada da cidade gostaria que esse tipo de gente fosse varrido pra debaixo do tapete, pra eles gente pobre/miserável é pior que gado: -Não se ajeitam na vida por que não tem vontade de trabalhar e estudar! E sua única utilidade é possuir um título de eleitor!
Mas o pior é ver gente de classe baixa e mediana reproduzindo esse mesmo discurso, chega a dar uma pontada no peito!! Bem dizia Tim Maia: “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita."
Seria tão bom se as pessoas conhecessem a realidade social das beneficiárias do bolsa família, se pudessem saber que esse dinheirinho mensal é altamente libertador para as mulheres, que trouxe pra elas o comando do lar e a liberdade de escolher parar de sofrer com maridos alcoólatras e agressores, que esse programa diminuiu e muito a evasão escolar.
Eu mudaria a frase de Tim Maia, porque esse país tem tudo pra dar certo, está dando certo, e pra mim o bolsa família é um exemplo disso. O que falta é uma mudança cultural que ao invés de jogar pobre contra pobre faça com que se unam, e isso só com uma educação de qualidade, uma educação que ensine a pensar e analisar!
Queria falar da bolsa família, e posso falar disso com um certo conhecimento de causa.
Trabalhei numa casa lotérica por quase três anos, mensalmente eu fazia o pagamento aos beneficiários, na verdade beneficiárias.
Praticamente 99% dos beneficiários eram mulheres, mães!
Durante esses quase três anos logrei fazer amizade com muitas delas, conhecer seu cotidiano, ver suas expressões sofridas e suas mãos calejadas do trabalho árduo!
Muitas eram domésticas(diaristas), agricultoras, catadoras de material reciclável!
Sempre vinham buscar o benefício junto com algum filho(a) geralmente de idade escolar, com o valor do benefício pagavam a continha de luz, de água, e daí iam pro mercado adquirir alimentos.
É claro, entre o trigo, sempre tem um pouquinho de joio. Uma meia duzia de beneficiarias realmente eram desocupadas(apesar de que o trabalho de ser mãe e dona de casa já justificaria o pagamento).
Fico indignada com a ignorância com que a população reproduz o que a direita e a burguesia falam!
Aqui onde voltei a residir é um bairro simples, de gente muito trabalhadora, de pouca escolaridade ou nenhuma, muitos tem que trocar o almoço pela janta!
Eu sei que a classe abastada da cidade gostaria que esse tipo de gente fosse varrido pra debaixo do tapete, pra eles gente pobre/miserável é pior que gado: -Não se ajeitam na vida por que não tem vontade de trabalhar e estudar! E sua única utilidade é possuir um título de eleitor!
Mas o pior é ver gente de classe baixa e mediana reproduzindo esse mesmo discurso, chega a dar uma pontada no peito!! Bem dizia Tim Maia: “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita."
Seria tão bom se as pessoas conhecessem a realidade social das beneficiárias do bolsa família, se pudessem saber que esse dinheirinho mensal é altamente libertador para as mulheres, que trouxe pra elas o comando do lar e a liberdade de escolher parar de sofrer com maridos alcoólatras e agressores, que esse programa diminuiu e muito a evasão escolar.
Eu mudaria a frase de Tim Maia, porque esse país tem tudo pra dar certo, está dando certo, e pra mim o bolsa família é um exemplo disso. O que falta é uma mudança cultural que ao invés de jogar pobre contra pobre faça com que se unam, e isso só com uma educação de qualidade, uma educação que ensine a pensar e analisar!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Contente com as pequenas coisas.
Cada um é cada um!!!
Eu sei quando estou bem pela quantidade que escrevo e que
sonho; mesmo que uma vez ou outra sinta vontade de apertar alguns pescoços.
Inscrevi-me num vestibular, nunca pensei que teria
disposição pra voltar aos bancos acadêmicos e passar mais quatro ou cinco anos estudando; isso até bem pouco
tempo atrás era uma ideia inconcebível! Todavia, graças a um governo de
esquerda, temos bem mais opções de ensino gratuito, o que torna minha atual vontade
possível.
Não sei se vou passar no vestibular, mas vale sonhar!!!
Sempre vale recomeçar....é que eu já estou avistando os 40
anos, e quero continuar atual, aprendendo, reaprendendo.
Vou tentar um pós-graduação também...e vamos que vamos.
Tenho um jardim pra terminar (começar) a arrumar, trocar a
pintura da casa, os azulejos do banheiro.
Mas já temos uma horta, já tenho uma varanda onde adoro sentar,
tenho fruta no pé, meu chimarrão sagrado
de todo o dia, alguns clientes, amigas(os). Estou contente com as pequenas coisas.
E isso só tornou-se possível porque passei o meu passado a limpo, aparei todas as arestas que tinha deixado, pedi perdão pra quem tinha que pedir, perdoei os outros e a mim mesma, deixei meus sentimentos escancarados.
terça-feira, 21 de maio de 2013
O meu amigo Shrek
Eu queria falar de um amigo muito querido/louco; só que pra
isso preciso contar uma historieta um pouco antiga.
Era o ano de 1987 juntamente com minha família vim residir
em Ponte S., eu tinha 10 anos, magrela, pequena e sardenta.
No referido ano ingressei na 5ª série, troquei de cidade, de
amigos, de professores...tudo ao mesmo tempo.
Na minha turma da 5ª série eu conheci esse amigo, ele era um
terror..., três dias de aula e ele já me arrumou um apelido, que na época eu
detestava: FERRUGINHA.
Esse amigo e um outro que agora mora longe, eram meus
algozes...arrancavam meus prendedores de cabelo, implicavam com o modo como eu
pronunciava a letra R, me chamavam de ferruginha, roubavam meu lanche.
Os primeiros seis meses foram de angustia e raiva, passado
isso eu já não era diferente e fui englobada ao grupo.
O gordo e o magro já não roubavam meu lanche, já não
arrancavam os meu prendedores, mas o apelido não teve jeito...pra eles acho que
sempre serei a Ferruginha.
Depois de algoz, foi amigo, depois de amigo foi amor platônico,
amor de criança, depois amigo e mais depois o tempo se encarregou de nos dar
vidas bem diferentes.
Ele é de família conceituada na cidade, uma família de
posses. Um irmão formado engenheiro civil, o outro formado em direito e o meu
amigo não quis estudar.
Ele é um homem do campo, sólido como a própria terra!
Extremamente doce em sua grossura! O próprio Shrek!
Em 1999 eu sai de Ponte S., em 2013 eu retornei.
Um mês após voltar um carro para na porta de casa e eu ouso
a seguinte frase:
- Voltou Ferruginha!
Eu soltei uma daquelas gargalhadas tão boas!
Ele tem sido um alento no meio de toda a tempestade que a
minha vida é, amigos são tesouros tão raros e tão especiais, nem sempre a gente
diz a eles o quanto são importantes e quanto significado há na amizade que
mantemos.
Só eu sei a imensa alegria de ter redescoberto esse amigo!
O quanto sua simplicidade e sua bronquice me fazem rir e
reviver momentos sagrados da minha infância.
Ele jamais saberá dessa homenagem, porque não gosta dessas
modernidades...
Ele tem soltado tantas pérolas em nossas conversas, que eu
decidi que vou começar a anota-las.
Ele pode não ter feito faculdade, mas na escola da vida ele
já é doutor faz tempo!
segunda-feira, 20 de maio de 2013
não tenho título pra isso
Ontem a tarde peguei o carro e sai desembestada, porque agora eu tenho disso, o terapeuta disse que eu preciso por pra fora....
Mas nem tudo dá pra por pra fora, senão corremos o risco de ficar sem amigos(filho, família, namorado, marido..etc)...o convívio social ficaria abalado.
Então quando estou a ponto de explodir, eu pego o carro e vou pra uma estrada do interior!
É uma estrada muito especial pra mim, de onde dá pra avistar boa parte do Parque das Araucárias, um lugar deslumbrante...horizonte lá longe, árvores majestosas e bem ao fundo os parques Eólicos.
Mas o que eu mais gosto é que é isolado, silencioso.....
Dá pra fazer aquelas cenas cinematográficas de uma pessoa louca gritando e pondo toda sua raiva pra fora...e o melhor: a Mãe Natureza não liga a mínima para o que vc disser.
Você pode chutar as pedras, gritar com toda a força dos seus pulmões e tudo ao seu redor continua indiferente, você não terá que se desculpar! MARAVILHA!!!!
Totalmente terapêutico!!
Mais terapêutico que isso, só se fosse possível ir até lá caminhando! Poder abandonar a estrada e se embrenhar mata a dentro...infelizmente sou muito medrosa pra isso, ainda! Tudo ao seu tempo, tempo, tempo. Ah o tempo e sua maldita relatividade...horas felizes acabam em 10 minutos, vocês não acham?
Na volta, então bem mais equilibrada(hahahaha) um automóvel me ultrapassou e nele estava escrito essa frase que eu acho tão idiota: o poder da sua inveja faz a minha fama. Sou só eu que acho essa frase totalmente incoerente?
Fiquei pensando: ou eu sou mesmo muito complexa, porque sinceramente, tenho questões existências bem mais pertinentes que a possível inveja alheia, e não tenho tempo pra sentir inveja dos outros! Qualquer pessoa olhada de longe parece perfeita e feliz, só que de perto, de bem pertimmm, todas as gentes são muito iguais em suas dificuldades e infelicidades.
As únicas pessoas que me provocam o sentimento de inveja são os que dominaram por completo seus demônios pessoais; e esse tipo de pessoa é tão escasso, eu mesma não tive o privilégio de conhecer nenhuma.
Mas nem tudo dá pra por pra fora, senão corremos o risco de ficar sem amigos(filho, família, namorado, marido..etc)...o convívio social ficaria abalado.
Então quando estou a ponto de explodir, eu pego o carro e vou pra uma estrada do interior!
É uma estrada muito especial pra mim, de onde dá pra avistar boa parte do Parque das Araucárias, um lugar deslumbrante...horizonte lá longe, árvores majestosas e bem ao fundo os parques Eólicos.
Mas o que eu mais gosto é que é isolado, silencioso.....
Dá pra fazer aquelas cenas cinematográficas de uma pessoa louca gritando e pondo toda sua raiva pra fora...e o melhor: a Mãe Natureza não liga a mínima para o que vc disser.
Você pode chutar as pedras, gritar com toda a força dos seus pulmões e tudo ao seu redor continua indiferente, você não terá que se desculpar! MARAVILHA!!!!
Totalmente terapêutico!!
Mais terapêutico que isso, só se fosse possível ir até lá caminhando! Poder abandonar a estrada e se embrenhar mata a dentro...infelizmente sou muito medrosa pra isso, ainda! Tudo ao seu tempo, tempo, tempo. Ah o tempo e sua maldita relatividade...horas felizes acabam em 10 minutos, vocês não acham?
Na volta, então bem mais equilibrada(hahahaha) um automóvel me ultrapassou e nele estava escrito essa frase que eu acho tão idiota: o poder da sua inveja faz a minha fama. Sou só eu que acho essa frase totalmente incoerente?
Fiquei pensando: ou eu sou mesmo muito complexa, porque sinceramente, tenho questões existências bem mais pertinentes que a possível inveja alheia, e não tenho tempo pra sentir inveja dos outros! Qualquer pessoa olhada de longe parece perfeita e feliz, só que de perto, de bem pertimmm, todas as gentes são muito iguais em suas dificuldades e infelicidades.
As únicas pessoas que me provocam o sentimento de inveja são os que dominaram por completo seus demônios pessoais; e esse tipo de pessoa é tão escasso, eu mesma não tive o privilégio de conhecer nenhuma.
Xavantina é linda!!
A vida é linda, não?
Levantei às 7:30 hs, depois de uma noite mal dormida por conta da gripe no filhote.
Minutos depois o telefone toca, meu tio avisando pra mim ir até Xavantina buscar uma declaração que eu estava precisando.
Bem que dizem: casa de ferreiro, espeto de pau, pois não é que é assim mesmo!
Ano passado eu tinha um fusca(isso me lembra a frase de um amigo do colegial: fusca e c* todo mundo tem), pois é, eu tinha um fusca vendi pra um senhor do interior de Xavantina, gente boníssima, sqn!!!
Ele não fez a transferência no prazo de 30 dias, encheu os canecos e conseguiu fazer a maior M*.
Custava a senhora Advogada ter ido até o Detran e fazer a comunicação de venda?
Não!
Mas é que a senhora Advogada acredita em Coelhinho da Páscoa, Papai Noel, Príncipe Encantado....santa ingenuidade.
Mas como diz o outro ditado, se a vida ta amarga dá uma mexidinha, vai que o açúcar ta no fundo.
Quando reencontrei a Janete, a Melissa, o Tio Ita, a Tica e outras pessoas tão queridas em Xavantina, fiquei feliz pelo minha falta de cuidado, só assim pra rever gente que a gente devia ir ver sempre!
Senti saudades da minha época de empresária lotérica e de tantas boas amizades que fiz..., tomei uns mates, ganhei abraços e sorrisos que pagaram, com alguma sobra, o meu incômodo!!!
Levantei às 7:30 hs, depois de uma noite mal dormida por conta da gripe no filhote.
Minutos depois o telefone toca, meu tio avisando pra mim ir até Xavantina buscar uma declaração que eu estava precisando.
Bem que dizem: casa de ferreiro, espeto de pau, pois não é que é assim mesmo!
Ano passado eu tinha um fusca(isso me lembra a frase de um amigo do colegial: fusca e c* todo mundo tem), pois é, eu tinha um fusca vendi pra um senhor do interior de Xavantina, gente boníssima, sqn!!!
Ele não fez a transferência no prazo de 30 dias, encheu os canecos e conseguiu fazer a maior M*.
Custava a senhora Advogada ter ido até o Detran e fazer a comunicação de venda?
Não!
Mas é que a senhora Advogada acredita em Coelhinho da Páscoa, Papai Noel, Príncipe Encantado....santa ingenuidade.
Mas como diz o outro ditado, se a vida ta amarga dá uma mexidinha, vai que o açúcar ta no fundo.
Quando reencontrei a Janete, a Melissa, o Tio Ita, a Tica e outras pessoas tão queridas em Xavantina, fiquei feliz pelo minha falta de cuidado, só assim pra rever gente que a gente devia ir ver sempre!
Senti saudades da minha época de empresária lotérica e de tantas boas amizades que fiz..., tomei uns mates, ganhei abraços e sorrisos que pagaram, com alguma sobra, o meu incômodo!!!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
As dores de ser mulher!
Ontem eu fui quebrar um galho pra outro colega, fazer uma
audiência numa Comarca vizinha.
Recebi a pasta de manhã, dei uma lida parecia uma
corriqueira audiência conciliatória com recolhimento de DNA.
Cheguei lá e me deparei com um monte de mulheres com seus
filhinhos e filhinhas no colo. Mães de 30, 20 e poucos anos, e duas meninas do
abrigo com 16 anos e filhas de 2 anos, portanto mães aos 14 anos.
Um dos casos me chocou pois a mãe, de 16 anos, estava lá pra
fazer o teste de DNA da sua filhinha de 2 anos, fruto de um estupro do próprio
pai adotivo. Sim, ela viveu num abrigo até os 6 anos de idade, quando então foi
adotada, o homem que a adotou também a estuprou e engravidou, e aos 14 anos ela
teve que voltar pro abrigo, e agora criar sozinha uma filha.
O caso que eu fui atender é tão triste quanto anterior.
Uma mulher de 32 anos, de 1.50 de altura, pequena, frágil por fora, uma gigante por dentro.
Ela viveu 6 anos com um homem, com quem teve 2 filhos; uma
menina que hoje tem sete e um menino de um ano e meio.
Quando seu filho estava com 32 dias de vida o seu então companheiro e marido
há 6 anos, deu 4 tiros em seu sogro, um tiro na minha cliente, um tiro na filha
do casal, uma coronhada na sogra, que
estava com o bebe no colo, a criança caiu e batendo a cabeça.
Por uma vontade superior, e depois de ficarem na UTI por
mais de 10 dias( minha cliente, o pai, sua filhinha) sobreviveram, bem como o
filhinho e sua mãe.
Pra justificar a carnificina este homem diz que fez isso por
que era corneado pela esposa...que belo motivo não?
Não bastece ter sido quase assassinada juntamente com toda
sua família, essa mulher ainda foi obrigada a fazer um exame de DNA pra
comprovar que o desgraçado é o pai biológico do seu filho.
Além disso tem que andar na rua se impondo, porque afinal um
homem não atiraria na própria esposa se ela não merecesse! HIPÓCRITAS, SOCIEDADE
HIPÓCRITA E MACHISTA DE MERDA!
Essa gigante de um metro e meio criará seus filhos sozinha e com dignidade, enfrentando não só a sua
dor, como a dor de seus entes queridos, de uma filha de 7 anos que não entende
por que o pai lhe um tiro no peito.
Essa mulher lutará até o fim, porque é feita do material
mais resistente do universo: O AMOR DE MÃE!
F. você é uma heroína, não há outro adjetivo pra te descrever!
Durante a vinda pra casa eu me permitir chorar por mim, por
F., por todas as outras mulheres desse mundo, por todos os séculos de
escravidão e servidão, por todas as agressões verbais, físicas, morais e
sociais que ainda padecemos!
Mas que a sociedade fique bem ciente: NÓS NÃO ACEITAMOS MAIS
ISSO!
terça-feira, 14 de maio de 2013
Leitura
Conselhos de leitura, estou terminando de ler CEM ANOS DE SOLIDÃO, de Gabriel Garcia Marques....amei a leitura, é complexo e longo, mas é a apaixonante a capacidade de narrar fatos e descrever personalidades.
Tirei um trechinho que pra mim é um dos melhores.
Começou a cometer erros tentando ver com olhos as coisas que a intuição lhe permitia ver com maior claridade. Certa manhã jogou na cabeça do menino o conteúdo de um tinteiro, pensando que era águas de colonia. Ocasionou tantas dificuldades com a teimosia de intervir em tudo, que se sentiu transtornada por crises de mau humor, e tentava vencer as trevas qui finalmente a estavam tolhendo como uma camisa de teias de aranha. Foi então que lhe ocorreu que a sua inabilidade não era a primeira vitória da decrepitude e da escuridão, mas uma falha do tempo. Pensava que antigamente, quando Deus não fazia com os meses e os anos as mesmas trapaças que faziam o turcos ao medir uma jarda de percal, as coisas eram diferentes. Agora não apenas as crianças cresciam mais depressa, mas até os sentimentos evoluíam de outro modo.
....
Lembrando-se dessas coisas, Úrsula se perguntava se não era preferível se deitar logo de uma vez na sepultura e lhe jogarem a terra por cima, e perguntava a Deus, sem medo, se realmente acreditava que as pessoas eram feitas de ferro para suportar tantas penas e mortificações; e perguntando e perguntando ia atiçando a sua própria perturbação e sentia desejos irreprimíveis de se soltar e não ter papas na língua como um forasteiro e de se permitir afinal um instante de rebeldia, o instante tantas vezes desejado e tantas vezes adiado, para cortar a resignação pela raiz e cagar de uma vez para tudo e tirar do coração os infinitos montes de palavrões que tivera que engolir durante um século inteiro de conformismo.
- PORRA! - gritou.
Amaranta que começava a colocar a roupa no baú, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? - perguntou alarmada.
-O QUÊ?
-O animal! - esclareceu Amaranta.
ÚRSULA PÔS O DEDO NO CORAÇÃO.
-AQUI - disse.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Onde mora o amor!!!???
Você já teve a impressão de que viveu muitas vidas em uma só?
Acho que tenho essa sensação porque já morei em muitos lugares diferentes, já morei em sete cidades, da Capital do Estado, ao interiorzão do oeste!!
Ir passear em cidades que já residi, sempre me traz nostalgia, e a impressão verdadeira de que nada mudou, de que eu saí dali 5 dias atrás!
Lembranças há muito esquecidas (ou apenas negligenciadas) voltam em torrentes, ás vezes nada agradáveis, outras deverás felizes!!
Esse final de semana voltei pra Chapecó e depois fui pro interior onde nasci!
Revi gente muito querida, e outras não deu tempo de visitar!
Numa dessas visitas revi meus avós que ainda moram no interior de Ipumirim, pra mim eles são um dos exemplos mais lindos de amor que eu já vi.
Minha Vó Ida é a coisinha mais querida desse mundo, e o meu Vô Wilmo é a coisinha mais doce e engraçadinha, que dá vontade de encher de apertões e beijos!
Na mesa após o almoço( toda a família reunida, e não é pouca gente), os tios começaram a implicar com o excesso de solteirice de suas amadas sobrinhas.
Ouvi das minhas primas algo que tenho ouvido muito por aí: a falta de fé no amor!
Olhei pra toda aquela gente, pra uma família grande de pessoas que eu amo tanto, me vi pequena correndo pros braços do meu avô, olhei pro meu filho(quase homem feito), olhei pra dentro de mim, e vi que eu continuo( apesar de tudo) acreditando piamente, cegamente, ingenuamente no AMOR! Em todas as suas formas: no amor próprio, no amor ao próximo, no amor a família, no amor aos filhos, no amor a vida , no amor a alguém.
Mais tarde quando tomávamos um chimarrão ao redor do fogão, meu avô que já teve três derrames, que se locomove e fala com dificuldade disse que ele e minha avó haviam sido convidados pra uma festa de casamento, e que ele disse que não queira ir, mas era pra minha Vó ir. E que ela ficou muito brava com ele, deu um chingão e falou: Você vai sim, porque eu não sou viúva!
Meu avô não queria ir por que ele sabe que dá trabalho cuidar dele, e que se ela fosse sozinha iria poder se divertir um pouco mais. E eu sei que ela prefere todo o trabalho que ele dá a ficar sem a companhia dele.
Eu achei isso a coisa mais linda desse mundo, quase 60 anos casados, meu avô há 10 anos debilitado, sem jamais reclamar ou dar trabalho além do necessário e minha avó cuidando dele sem se queixar, com zelo e afeto incomparáveis!
Percebi que eu sou a mesma bestona, a mesma boboca que era aos 17 anos, que era aos 30 e que com certeza continuarei a ser...nada nesse mundo vai tirar de mim minha doçura e minha capacidade de amar!
Não importa quantas vezes a vida diga não, eu continuarei dizendo SIM!
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