sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pensamentos de um dia de sol!


Com o tempo fui aprendendo (e acho que o restante das pessoas também vai ) quem gosta de mim de verdade e pra quem realmente faço falta.
Família, a família são os chatos da nossa vida, onde encontramos o melhor alento e as maiores aporrinhações de saco, mas que no fim é o que de mais nosso temos. Experimenta ficar doente e ver quem  vai cuidar de você? Fica sem dinheiro e vê quem é que te dá aquela mão amiga(embora muitas vezes fazendo reclamações)...então é isso:  as pessoas da minha família são os MEUS chatos, MEUS! O meu porto seguro pra onde navego quando o mar está muito revolto e as tempestades muito fortes...pode não ser um porto muito bonito, nem perfeito; mas está lá e sempre estará. AMO E ME SINTO AMADA DE VERDADE POR VOCÊS, OBRIGADA POR TUDO!
Alguns raros, raríssimos amigos! Valem o peso deles em ouro! Nos abrem as portas de seus corações e vidas, nos dão de seu tempo e seu afeto, partilham conosco segredos, angustias e realizações...estão sempre lá, não importa o tempo que passou...temos certeza que abririam a porta de suas casas e nos dariam abrigo, enxugariam nosso pranto, ouviriam nossas lamúrias, nos dariam um prato de comida! A eles devemos muito pois nos ensinam a generosidade desprendida e o afeto gratuito e sincero.
E tem aquelas pessoas que você não sabe como classifica-las, não são da família, mas também não são apenas amigos...são velhos/novos amores....pessoas com que tivemos envolvimento afetivo e que apesar do termino da relação, ou da relação que nem começou, ou da que nunca acabou, ou da que acabou mas nem tanto,  ligam as 08:00 da manhã e meio atrapalhadamente te desejam feliz aniversário, ou mandam um simples mensagem, com poucas linhas, mas na verdade queriam escrever era um livro, ou pegam o telefone mais de mil vezes na mão, mas não tiveram coragem de ligar....
As pessoas tem bagagens e histórias. E muitas dessas histórias nunca terão um final...porque elas foram feitas pra serem assim: reticencias e não ponto final.
Eu tenho algumas pessoas que são reticencias em minha vida, e confesso que me sinto feliz por elas serem isso, pois o futuro é uma porta aberta e o coração humano é uma caixa de surpresas, de lindas e belas surpresas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Incoerência.





Como boa sagitariana que sou não tenho problemas em desapegar!
E nada me prende por muito tempo, por que sou alguém que entedia-se facilmente, culpa do meu regente, segundo a astrologia!
Não tenho dificuldades em mudar de cidade, de vida, de emprego, de amor, de roupa....
Isso tem lá suas vantagens porque quem se desapega não sofre com apego...lógico não?
Me desfaço das  coisas matérias com muita facilidade...não tenho óbices em dar minhas roupas, meus calçados, meus móveis...e tudo o que eu puder e não fizer mais sentido ter.
Alguns poucos objetos são alvo de minha  mais alta estima: fotografias antigas, meus livros(veja o quanto gosto deles pelo pronome usado), algumas joias  e bijuterias; não pelo valor econômico delas, mas pelo valor sentimental , pelo afeto que elas recordam; então isso tudo constitui o meu relicário!
Todo o restante (material) que uma pessoa pode ter não me faz falta e posso abrir mão com certa generosidade e desprendimento!
Não tenho medo de mudar de vida ou trocar de vida...já fiz tantas mudanças e andei por tantos lugares...que hoje moraria tranquilamente e qualquer parte do mundo! Estava comentando sobre isso com um amigo meu, que eu sinto por não ter tido a oportunidade de aprender outras línguas, se tivesse em vez de trocar de cidades dentro do Brasil, provavelmente iria querer trocar de país!
Não que eu não ame o Brasil, muito pelo contrário é só uma vontade imensa de aprender, de vivenciar outras realidades...
Fico indignada quando vejo gente gastando milhões com casas e carrões e sendo tão curto de vivencias...sinceramente se ficasse rica de hoje pra amanhã gastaria meu rico dinheirinho viajando e vivendo em muitos lugares diferentes.
Tenho uma certa inveja (e também muita desconfiança) de quem consegue viver anos, as vezes a vida toda, na mesma cidade, no mesmo emprego, com o mesmo marido(mulher), fazendo tudo sempre igual.
Me parecem ser pessoas  felizes. São estáveis e progridem materialmente, sinto as vezes uma pontinha de inveja, quisera eu uma vez na vida ser ESTÁVEL!
Mas o sentimento de invejinha logo passa, por que sei que não conseguiria deixar meu cavalo preso muito tempo dentro de um curral! Meu cavalo gosta de campina, de campo aberto, gosta de ver que ele tem possibilidades, dá pra ir pra esquerda, mas também pra direita, pro norte,  ou descer mais ao sul.
Deixei de brigar comigo por ser assim, e acho que aceitar-se é um grande passo!
Sei que ser assim tem seus custos, mas prefiro pagar o preço(seja ele qual for) de ser eu mesma, com todas as minhas incoerências, do que tentar ser alguém que eu não sou!