domingo, 16 de junho de 2013

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Já convivi com outras várias mulheres que se parecem comigo quando apaixonadas!
Elas, como  eu, não foram feitas pra manhãs modorrentas de domingo!
Me dar uma vida afetiva morna é me matar, é como deixar uma flor morrer de sede, murchar aos poucos, perder  o viço, a cor, o cheiro e a beleza!
Comigo é tudo ou é nada!
Temperatura ambiente não é pra mim!
Eu preciso estar incendiada por dentro, sentindo todo o esplendor da vida.
É muito difícil ter a sorte de encontrar alguém que faça você queimar por dentro e derreter por fora.
O amor é uma questão de muita sorte!
Ter  química psicológica, física e emocional com uma única pessoa, é sorte duplicada, nesse oceano de pessoas mais ou menos, tá difícil!
Você vai ficando cada dia mais seletiva e prefere (com toda a sinceridade) ficar sozinha do que ter um relacionamento mais ou menos, com uma pessoa mais ou menos, com um sexo mais ou menos.
Daí a conclusão de que não fui talhada para casamentos/relacionamentos tradicionais.
De fato, dificilmente meus relacionamentos duram no tempo, já que se consomem em grandes labaredas devoradoras.
Quem viveu ou viverá comigo esse período pode atestar, que eu não fui e não serei  a melhor namorada, nem a mais solicita, nem a mais desprendida, nem a mais melosa, nem a que cozinhava melhor.
No entanto sou apaixonada, intensa e impetuosa;   porque é isso o que  gera em mim aquela sensação de vida que é a própria razão da existência. Quando me apaixono me jogo, me atiro e na maioria das vezes quebro a cara; mas não me arrependo de ter vivido aquilo que meu coração queria viver.

Então é isso, que no fim das contas é o que conta: sentir-se viva, queimando, ardendo, derretendo...feliz! Menos que isso não me serve! 

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