segunda-feira, 17 de junho de 2013

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Quando a semana começa igual a de hoje, putz ...tenho medo do restante dela!
Estou cheia de coisas pra fazer, que fui adiando, por conta de não querer pensar, por não querer concentrar o pensamento.
Mas um dia a gente se obriga a pensar, olhar pro fundo do abismo.
Percebi que desde o dia 10 de maio minha vida estava com o freio de mão puxado.
Percebi também que sou visceral em meus sentimentos, mas isso nem é uma novidade.
Como diria o meu amigo Rapha, dá pra saber como eu estou só no bom dia.
A maioria das pessoas quando é machucada, quando se sente ferida  ou rejeitada  procura por vingança ou por uma muleta.
Não sei fazer nenhuma das duas coisas.
Talvez por ter aprendido com o sábio Seu Madruga que: a vingança nunca é plena mata a alma e a envenena.
Também não sei usar muletas, prefiro ficar caída ali na beira do caminho até ter forças suficientes pra voltar a andar.
Penso que mais de oitenta por cento das pessoas numa situação semelhante a que passei hoje provavelmente teriam se atirado com tudo; começado um novo affair pra esquecer o antigo.
Não sei ser assim, nunca soube!
Onde está o meu coração está todo o resto.
Apesar da sorte de ter alguém mandando mensagem depois de sete meses sem conversar contigo, num momento em que você está pra lá de triste...eu não sei mentir.
Fui como costumo ser brusca e indelicada.
Porque meu coração ainda tem dono e eu não sei ser de outro!
Deve ser por isso que eu fico tanto tempo sozinha depois de terminar um relacionamento, não se tira alguém de dentro do peito do dia pra noite.
Mas a vida é isso, agora deixar o rio de lágrimas lavar a dor.
Esperar a dor diminuir e aos poucos voltar a ter vontade de gostar de alguém novamente.
Esperar pelo golpe de sorte do destino!

Até lá, temos a vida real, contas a pagar, família pra atender, eleições, um futuro sendo construído, o jardim sendo plantado, uma casa em reforma e um carro pra ser trocado.

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