quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reforma Política.

É consenso já, pelo menos entre os mais esclarecidos, que a reforma política é uma necessidade imperiosa, urgente e um dos caminhos para combater a corrupção. Embora o governo Lula já tenha encaminhado duas propostas de reforma política ao Congresso Nacional, o mesmo, ainda não se dignou apreciá-las.

Veja a opinião de alguns estudiosos, entrevistados pelo G1:

"enquanto não tivermos instaurado um regime eficaz da prestação de contas e da responsabilização, não se tem solução para esses casos. E a situação piora por conta do foro privilegiado. Não que a abolição do foro acabaria com a corrupção, mas o benefício ajuda muito a incentivar os corruptos. É garantia de que não serão punidos", diz Romano. Ele aponta outra questão "mais urgente": a democratização dos partidos políticos. "Você tem os donos de partidos, que dominam as finanças, as convenções, que tiram do bolso os candidatos e as alianças, e não consultam o eleitor de base do partido." Roberto Romano

“o melhor seria limitar o financiamento privado para os partidos e que a prestação de contas fosse em tempo real na campanha e não posteriormente. "A grande dificuldade de acompanhamento que temos é quando o financiamento é para os candidatos e não para os partidos" Fernando Abrúcio

"Não digo custo apenas financeiro. Precisa distribuir secretarias, cargos, para ter apoio. Isso sem falar nos custos de campanha, porque a competição política é feita de maneira desleal. Isso tudo acaba incentivando a corrupção. Há ainda outro incentivo que é a certeza da impunidade. A corrupção sempre vai existir, não apenas no Brasil, e é preciso fazer reformas para reduzir esses custos. Uma forma seria proibir deputado de ocupar cargo no Executivo. Outra forma é reduzir os cargos de livre provimento (comissionados). (...) E o que vale, o que resolve mesmo é a cadeia. As pessoas não entendem porque não acontece nada com que faz algo errado. Depois a gente culpa o eleitor. Mas eu fico imaginando se não é muita responsabilidade para o eleitorado. A Justiça tem que funcionar e condenar”. Leonardo Barreto.

Ficamos aqui, na torcida, esperando pela aprovação da reforma política e também por uma punição real e efetiva aos politicos desonestos, e por favorque o povo comece a ter memória e consciência política.

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