sábado, 3 de janeiro de 2015

Dos que amei.



Acho bom por no “papel”, por que  nunca saberemos o momento da partida, nem da nossa, muito menos dos outros.
Hoje com 38 anos posso dizer com certeza que amei. Amei  duas vezes!
A primeira vez que amei tinha 16 anos. Ele foi o meu “tudo”, o tudo de tudo! Ele é tão tudo que até hoje as minhas pernas bambeiam quando sou obrigada a dividir o mesmo espaço que ele, ele foi o médico e o monstro. Quando era bom, era muito bom; quando era ruim, era terrivelmente ruim! O primeiro amor, o verdadeiro dissabor, o assassino de toda a minha crença na felicidade plena. O pai do meu único filho, o cheiro que nunca esqueço, a dor que nunca para de doer por tudo aquilo que poderíamos ter sido.

Amei de novo aos 31 anos, um amor diferente...o amor da paz! Mas não sabia que a paz é boa! Não sabia que amar é rotina. Vivia em guerra desde que me conhecia por gente, das agressões físicas, dos abusos na infância,  das traumas psicológicos...como reconhecer a paz quando nunca se teve? Então a paz parecia monotonia....e monotonia me dava medo, era como estar morta. Eu te amava tanto e não sabia dizer, e não sabia reconhecer que aquilo era o que eu queria pra sempre. O teu abraço seguro, a tua alma tranquila, teu caráter sólido e tua inteligência sagaz...sei que me amaste! Perdoa por não ter sabido como fazer-te “especial”!

Espero com toda sinceridade amar novamente! Sentir a faísca divina incendiando todo meu ser, transformando a alma em brasa! No pulsar enlouquecido do coração sentir-me  viva outra vez!
Ainda amo os dois acima citados, porque o amor uma vez aflorado nunca morre.

Cada um seguiu seu destino, posso dizer com a verdade mais profunda da minha alma que desejo a eles que sejam amados, felizes e completos; que tenham boas companheiras, porque quem ama não pode desejar  menos que isso!

Nenhum comentário:

Postar um comentário